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Sessão Temática 9
- INTERNACIONAL-NACIONAL: MIGRAÇÕES, EXÍLIOS, DIÁSPORAS E TRÂNSITOS NA HISTORIOGRAFIA DA ARTE MODERNA
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Coordenadoras: Heloisa Espada (CBHA), Marcelo Mari (CBHA) e Cristina Dunaeva (UnB) |
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Ementa:
Há mais de sessenta anos, o crítico de arte brasileiro Mário Pedrosa
chamava a atenção para o caráter internacional da arte moderna,
colocando-a em encadeamento com as aspirações “regionais” em contextos
locais específicos. Se por um lado o modernismo foi pautado pela
internacionalização do campo artístico, por outro, coincidiu com a era
da “invenção das tradições” e dos nacionalismos. Os modernismos
brasileiros, assim como os modernismos latino-americanos, mas não
apenas, são exemplos interessantes para refletir sobre essa tensão
entre as ideologias internacionalistas e nacionalistas e suas
repercussões no campo artístico.
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A história da arte moderna é marcada pelo intenso trânsito daqueles e
daquelas que sofreram com processos de diásporas, optaram pela
migração, exilaram-se forçosamente ou viveram no estrangeiro por
diferentes motivos e em decorrência de eventos históricos diversos.
Esta Sessão Temática pretende atualizar a discussão sobre o caráter
transnacional da arte moderna por meio de pesquisas recentes
sobre as motivações sociais, políticas ou pessoais que levaram artistas
modernos a mudarem de país e sobre como este trânsito impactou tanto
suas próprias obras quanto os novos ambientes artísticos em que eles e
elas se instalaram. Consideramos que o conceito de arte moderna não
delimita um escopo temporal fixo, mas se articula com diferentes
noções de atualização artística definidas a partir de circunstâncias
históricas e sociais específicas.
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Respeitando-se as diferentes definições de arte moderna e as
temporalidades locais, a mesa será organizada a partir das seguintes
perguntas:
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• Como a presença de artistas vindos de outros países interferiu na internacionalização do modernismo em contextos locais?
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• Como a presença internacional tencionou as fronteiras dos projetos de arte nacional em contextos locais?
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• Como os artistas locais foram afetados pelos exílios em períodos de perseguição política?
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• Do ponto de vista historiográfico, como os fluxos migratórios desafiam a própria narrativa sobre tradições artísticas locais?
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• Como os grupos subalternos se defrontam com as ideias de uma "arte nacional"?
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• Como, desde o início do modernismo e até o momento presente, os
processos de desterritorialização se conectam com a formação de campos
artísticos nacionais?
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• Como os conceitos de nacional, internacional, migração, exílio, trânsito e diáspora aparecem nas obras?
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Convidamos pesquisadores que têm enfrentado essas e outras questões
correlatas, em contextos históricos diversos, a enviarem propostas.
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