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Ementa:
Em conformidade com o mote do atual Colóquio do CBHA, esta sessão
temática propõe uma reflexão sobre os processos de construção do
conhecimento na escrita da história da arte, valendo-se da tecelagem
como metáfora central. Os discursos historiográficos da arte são
compreendidos como o resultado de múltiplas camadas, conexões e
atravessamentos de significados. A sessão pretende explorar como os
historiadora/es da arte "tecem" suas narrativas, articulando fontes,
métodos e interpretações, bem como essas "tessituras" dialogam com as
complexidades dos contextos nos quais os discursos foram enunciados.
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Cremos que a metáfora da tessitura oferece uma perspectiva dinâmica
para pensar os discursos que compõem a história da história da arte,
pondo em destaque a natureza plural, interconectada e em constante
transformação dos mesmos. Com esse objetivo, a sessão busca
problematizar não apenas o passado da disciplina, mas também as
dificuldades e inquietações que ela nos desperta. Com esse intuito,
convidamos toda/os a participar de uma trama coletiva, onde cada fio
contribui para a construção de um tecido historiográfico mais
diversificado, crítico e reflexivo.
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Esta sessão temática articula-se com dois eixos temáticos do 45o.
Colóquio do CBHA: "Entrelaçamentos: nós, entroncamentos e
monumentalizações"; e também o eixo temático "Contexturas: texturas e
tecidos históricos e antropológicos". Sendo assim, acolheremos
propostas que preferencialmente – embora não exclusivamente – dialoguem
com os seguintes tópicos:
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• Fundamentos da história da arte no Brasil: matrizes teórico-metodológicas, problemas e fontes em questão.
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• Discursos historiográficos na arte e nas ciências humanas: diálogos
da história da arte com a antropologia, a sociologia, a filosofia,
entre outras áreas de conhecimento.
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• A disciplina história da arte em questão: eurocentrismo e abordagens decoloniais – problemas contemporâneos.
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• Iconoclastias e novos projetos de memória histórica.
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• Histórias de uma disciplina: seus marcos teóricos e documentais – narrativas e contextualização.
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• Lugar de fala, subjetividade e questões de gênero na história da arte.
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• As fontes da história da arte: novos objetos, novos caminhos de enunciação.
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• O uso das tecnologias digitais na escrita da história da arte:
métodos, formulação de questões, bases de dados, repositórios digitais.
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